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DIFERENÇA ENTRE BIKES DE TRIATHLON E CICLISMO

Com o passar do tempo as bicicletas foram ganhando um perfil cada vez mais parecido, o que pode gerar uma certa confusão visual. Apesar da mudança visível nos tubos, as diferenças geométricas básicas entre as bicicletas de ciclismo e triathlon continuam lá, escondidas atrás de seus belos formatos.

Há algum tempo atrás, quando olhávamos para uma bicicleta com tubos em formato aerodinâmico, já poderíamos prever que ela seria uma bicicleta para triatlo/contra-relógio. Com o passar do tempo as bicicletas de ciclismo foram ganhando perfis de tubos aerodinâmicos e isso foi nos confundindo visualmente. Acontece que apesar da mudança visível nos tubos, as diferenças geométricas básicas entre essas duas categorias de bicicletas continuam lá, escondidas atrás dos belos formatos de tubos atuais.

Quando falamos em bicicletas de ciclismo para uso em triatlo, normalmente pensamos naqueles atletas que pretendem disputar provas mais curtas como o triatlo “short” e olímpico, provas que em geral se forma bons pelotões de ciclismo; já em contra-partida as
bicicletas ditas propriamente de triatlo/contra-relógio, para aqueles atletas que pretendem provas mais longas como 70.3 e o IRON MAN, que são aquelas em que o atleta normalmente precisa estar em uma posição bem aerodinâmica, e pedala sozinho, sem vácuo, para vencer a resistência do ar.

Entre as diferenças mais básicas entre essas duas categorias de bicicletas, podemos citar a principal, que é a medida da altura e da distância do tubo da direção da bicicleta em relação à caixa de centro; essas medidas que são tiradas com o tubo de selim normalizado em 90 graus, nós chamamos de “stack” e “reach” (fig.1). As bicicletas de triatlo comparadas à uma bicicleta de ciclismo, tem menor “stack” e maior “reach”; e por isso, somando o quadro, mais os espaçadores, mais a mesa e mais o aerobar, conseguimos atingir posicionamentos bem aerodinâmicos e eficientes nessas bicicletas.. E as famosas bicicletas de contra-relógio, são na maioria dos casos, as mesmas de triatlo com um ajuste específico e padronizado pela UCI (fig. 2). Hoje em dia, são poucos os fabricantes que ainda diferenciam a categoria triatlo, do contra- relógio propriamente dito (provas de ciclismo em que o atleta percorre sozinho determina da distância, e ganha aquele que obtiver o menor tempo).

A segunda diferença está no tubo de selim, as bicicletas de ciclismo tem esse tubo em relação ao solo na casas dos 73 graus (fig. 3 “C”), enquanto as de triatlo estão na casa dos 78. Já as específicas de contra-relógio, na casa dos 74/75 graus (ou as de triatlo com o ajuste de provas de contra-relógio). Vale lembrar que essas medidas consideram um selim no centro do canote. Se o atleta adquire uma bicicleta com 78 graus por exemplo e recua o selim em relação ao centro, ele na verdade está efetivamente diminuindo esse ângulo. Se ele permanece com o selim no centro, e se senta no bico, ele está efetivamente aumentando esse ângulo; e assim por diante. Isso nós chamamos de ângulo efetivo de tubo do selim, que é, ou pode ser diferente do que temos no quadro, e considera onde o ciclista se senta, e onde o selim está afixado no canote.

Mas qual o ângulo é melhor para mim? Na verdade essa preocupação só deve se tornar um problema para quem quer comprar um quadro customizado e deseja andar com o selim centralizado, pois o selim se ajusta para frente e para trás e modifica esse ângulo todas as vezes que fazemos esse ajuste. Se preocupe somente se com o seu ajuste a posição na bicicleta é ou não eficiente, que ângulo efetivo é aquele, pouco importa.

As outras diferenças estão mais ligadas à dinâmica da bicicleta. A bicicleta de triatlo, por ter um boa quantidade de peso do ciclista concentrado do centro para a roda da frente, tem outras importantes diferenças:

– maior “trail” (fig. 4)
– maior distância centro-frente (fig.3 “L”)
– menor “chain stay” (fig.3 “E”)

Ou seja, essa bicicleta foi projetada para o que ciclista permaneça maior parte do tempo no “aerobar”, com o tronco mais baixo, para que a bicicleta se mantenha bem estável; além disso, nessa posição com um bom “bike fit”, você conseguirá atingir uma boa mecânica de pedaladas e de quebra um posicionamento bem aerodinâmico.

Algumas dicas:

– Procure um bom profissional de “bike fit” para auxiliá-lo na escolha correta de seu equipamento.
– Se você está começando no triatlo, está há muito tempo sem praticar atividades físicas, sua consciência corporal é baixa, flexibilidade baixa, talvez você seja um forte candidato à uma bicicleta de ciclismo.

– Se você está começando no triatlo, porém já pratica atividades físicas, sua consciência corporal é boa, flexibilidade média para boa, com uma boa escolha de equipamento nessa ordem: selim – quadro – pedivelas – aerobar – mesa – quantidade espaçadores entre o quadro e mesa. Você pode se tornar um candidato à bicicleta de triatlo.

– E o mais importante, defina o tipo de prova que pretende fazer, e veja como serão suas condições de treino. Converse com seu treinador ou alguém de sua confiança. Comprar uma bicicleta de triatlo para andar com as mãos freqüentemente no guidão, e/ou para treinar sempre em grupo, talvez não seja a melhor escolha!

Via: Marcelorocha.com/